ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Em 1 Timóteo 3 há 16 versos. Sugerimos começar a aula lendo, com os alunos, 1 Timóteo 3.13-16 (5 a 7 min.).
A revista funciona como guia de estudo e leitura complementar, mas
não substitui a leitura da Bíblia.
Olá, professor(a)! Este estudo deve ensinar que o exercício da liderança na igreja exige, antes de tudo, excelência de caráter e vida familiar exemplar. Você deve frisar que a igreja é a trincheira moral da sociedade, a guardiã da verdade, e seus líderes são os primeiros responsáveis por sustentar esse testemunho. Cabe à liderança salvaguardar o ministério de qualquer um que enxergue nos cargos apenas uma oportunidade de “subir na vida” e tornar-se famoso. Qualquer pessoa que aspire ao diaconato ou a qualquer outro ministério eclesiástico precisa entender que o propósito é servir, não ser servido. Conduta política, social e econômica irretocável e defesa da verdade bíblica devem ser as práticas de um obreiro digno.
- OBJETIVOS
Analisar os requisitos morais e familiares para a liderança bíblica. - Compreender a necessidade de uma liderança fiel
- Reconhecer a igreja como a instituição zeladora da verdade de
Deus.
PARA COMEÇAR A AULA
Apresente a imagem de um edifício em construção e pergunte sobre a importância das colunas. Se preferir, utilize a imagem de uma árvore para mostrar que sem o caule os galhos não se sustentam. Relacione as colunas ou o caule de árvore aos líderes qualificados que sustentam a estrutura da igreja local, baseando-se nas exigências éticas apresentadas por Paulo. O que acontece se uma igreja for escorada numa coluna feita de materiais ruins?
Ou o que se pode esperar de uma árvore cujo tronco é podre?.
RESPOSTAS DAS ATIVIDADES DA LIÇÃO
1) Presbítero tem mais a ver com a pessoa;
pastor está mais ligada à função.
2) Ser respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo.
3) preservar a sã doutrina e transmiti-la com
fidelidade à próxima geração.
LEITURA ADICIONAL
Considerando-se que aspirar ao episcopado é aspirar excelente obra, o primeiro item da lista [de exigências para o cargo], marido de uma só mulher, certamente está exigindo fidelidade marital. Neste caso, exige-se do bispo que viva
uma vida matrimonial exemplar, fiel a uma só mulher numa cultura em que a infidelidade marital era comum e, às vezes, implícita. A preocupação de que os líderes da igreja vivam vida matrimonial exemplar parece ajustar-se ao contexto — dada a aparente desvalorização do casamento e da família apregoada
pelos falsos mestres (1Tm 4:3). Ao acrescentar: … é necessário, pois, que o bispo seja não dado ao vinho (v.3), está Paulo também estabelecendo um contraste com os falsos mestres? Talvez
não, em face do rigor observado em 4:3. Todavia, pode ser que [os falsos mestres] tenham sido rigorosos acerca de determinados alimentos, mas beberrões de vinho bastante indulgentes [e permissivos]. Em qualquer caso, a embriaguez era um dos vícios comuns da antiguidade, e poucos autores pagãos a condenaram de modo aberto — somente contra outros “pecados” que pudessem acompanhá-la (violência, repreensão e xingação pública dos escravos, etc.).
O líder da igreja deve ter família exemplar (vv. 4-5), não deve ser recém convertido (v. 6), mas deve ser pessoa de boa reputação entre os de fora (v. 7).
Estes qualificativos talvez também reflitam a situação em Éfeso. A sociologia do primeiro século também torna muitíssimo provável que os que eram designados “ supervisores” nas igrejas primitivas, levando-se em conta, de modo especial, que estamos tratando com igrejas em lares, eram, com efeito, os chefes das “casas” onde as igrejas se reuniam. Desse modo, como está implícito no v.5, prevalece o mais estreito relacionamento entre família e igreja. O homem que fracassa no primeiro caso (família) é, por isso mesmo, desqualificado para o outro (igreja). Em verdade, conforme 3:15 e 5:1-2 indicam, a palavra oikos“Jar” para Paulo é metáfora rica que subentende “igreja”. Portanto, o bispo que governe bem sua própria casa, porque ele também cuidará da igreja de Deus. O verbo governar tem o sentido de “ comandar, governar”, ou “ estar preocupado com, cuidar de”. Em outras palavras, “ cuidar de”
implica tanto a liderança (orientação) como o interesse atencioso. No lar e na igreja, a orientação e o interesse atencioso não têm validade se um não estiver ligado ao outro.
Livro: Novo Comentário Bíblico Contemporâneo — 1 e 2 Timóteo, Tito (GORDON FEE. Editora Vida, 1994, pp. 90-94).
Texto Aureo
“Para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder
na casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade.” 17m 3.15
Leitura Bíblica Com Todos
1 Timóteo 3.13-16
Verdade Prática
A Igreja é o fundamento da verdade, por isso devemos cuidar bem
dela.
INTRODUÇÃO
I. UM BOM PASTOR 3.1-7
1. Chamado e qualidades 3.1-3
2. Atitudes perante a família 3.4,5
3. Experiência e boa reputação 3.6,7
Il. UM BOM DIÁCONO 34-13
1. Qualificação e experiência 3.8,9
2. Mulheres fiéis em tudo 3.11
3. A honra do diaconato 3.13
III. IGREJA, COLUNA DA VERDADE 3.14-16
1. Esperança de ver Timóteo 3.14
2. Igreja, coluna da verdade 3.15
3. A glória do Senhor da Igreja 3.16
INTRODUÇÃO
A liderança cristã é um ministério de serviço e exemplo. Em 1 Timóteo 3, o apóstolo Paulo orienta Timóteo sobre os critérios para a escolha de pastores e diáconos, destacando que a igreja, como “coluna e baluarte da verdade”, deve ser
conduzida por pessoas com caráter irrepreensível e fé comprovada.
O Novo Testamento usa os títulos bispo, pastor e presbítero
descrevendo a mesma posição de liderança. (At 20.17,28; 1Pe 5.1-7).
Na Assembleia de Deus, predomina a tese de que os títulos e cargos são diferentes e hierarquicamente graduados: Diácono, depois presbíteros, depois evangelistas e depois pastores. Também, evitam usar o título de Bispo, mas utilizam o título de Pastor Presidente.
I. UM BOM PASTOR (3.1-7)
Ao tratar das qualificações para o ministério, Paulo apresenta o padrão espiritual exigido de um bispo. À liderança da igreja é função baseada em caráter aprovado e não apenas em talento. O cuidado da casa de Deus exige maturidade, equilíbrio e um testemunho irrepreensível.
1. Chamado e qualidades (3.1-3)
Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja.
É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento.
Paulo inicia afirmando que o desejo pelo ministério pastoral é digno, mas isso não significa que qualquer pessoa esteja pronta para exercê-lo. O episcopado, aqui entendido como a função pastoral, requer não apenas vocação, mas caráter comprovado. O termo “irrepreensível” resume o ideal do líder cristão: alguém cuja vida não ofereça motivos de escândalo ou censura. A lista que se segue aponta virtudes visíveis — sobriedade, autocontrole, hospitalidade — e também habilidades, como a capacidade de ensinar.
Além das virtudes, Paulo também aponta comportamentos que desqualificam o líder: o apego ao álcool, a violência, o espírito briguento, o amor ao dinheiro. Esses vícios morais destroem o testemunho cristão.
A liderança cristã não é medida por carisma, mas por caráter. É preciso lembrar que o exemplo do pastor se torna referência para a igreja.
2. Atitudes perante a família (34,5)
E que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?).
À casa do pastor é seu primeiro campo de liderança. O modo como ele conduz sua vida doméstica é critério de avaliação para o ministério.
Paulo usa uma lógica simples: se alguém não consegue conduzir bem sua família, como terá êxito ao liderar a igreja, que é a família de Deus?
O texto destaca a importância da criação dos filhos “com disciplina e respeito”, o que exige firmeza aliada à sensibilidade.
A relação do pastor com sua esposa e filhos precisa refletir os valores do Evangelho. Não se trata de perfeição, mas de coerência. O lar é o espelho da liderança. Um homem que despreza sua família, falha em amar, ensinar e orientar, não está pronto para guiar o rebanho do Senhor. A igreja precisa de líderes que sejam pastores em casa, cuidando do lar com a mesma dedicação com que cuidam da congregação. Quando o púlpito e o lar se alinham, o ministério ganha credibilidade e força espiritual.
3. Experiência e boa reputação (3.6,7)
Não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo.
Um bom pastor precisa ser experimentado na fé. Paulo adverte contra a ordenação apressada de novos convertidos, os “neófitos”. A razão é o perigo da soberba. O ministério pastoral impõe responsabilidades que podem se tornar armadilhas para quem ainda não está maduro. A vaidade e o orgulho espiritual abrem espaço para quedas e escândalos. A experiência não se refere apenas ao tempo de fé, mas ao amadurecimento que vem com provações, obediência e serviço. Além disso, o pastor deve ter bom testemunho também “dos de fora”. Sua reputação na sociedade importa. Embora o líder cristão exerça seu ministério entre os crentes, seu testemunho transborda além das fronteiras da Igreja. Sua vida fora dos portões não deve ser diferente daquela vivida dentro da família e da Igreja.
Il. UM BOM DIÁCONO (3.8-13)
Assim como os pastores, os diáconos são líderes servos que exercem funções vitais na vida da igreja. Paulo apresenta critérios claros para sua escolha.
1. Qualificação e experiência (3.8,9)
Semelhantemente, quanto a diáconos, é necessário que sejam respeitáveis, de uma só palavra, não inclinados a muito vinho, não cobiçosos de sórdida ganância, conservando o mistério da fé com a consciência
limpa.
As qualificações para o episcopado e para o diaconato são muito semelhantes. Colocando as duas listas lado a lado, podemos notar que há quatro áreas principais: Com respeito à própria pessoa, o candidato tem de ter domínio próprio e maturidade, inclusive nas áreas da bebida, do dinheiro, do temperamento e da língua; com respeito a seus relacionamentos, ele tem de
ser hospitaleiro e amável; com respeito aos de fora, muito respeitado;
e com relação à fé, apegar-se firmemente à verdade e ter o dom de poder transmiti-la a outros.
Além do comportamento público, é essencial que o diácono guarde o “mistério da fé” com uma consciência limpa. Isso significa viver de forma coerente com o Evangelho que professa. Também sejam estes primeiramente experimentados;
e, se se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaconato (3.10). O serviço diaconal não é apenas operacional, mas profundamente espiritual. Seu exemplo deve inspirar confiança e edificação na igreja.
2. Mulheres fiéis em tudo (3.11)
Da mesma sorte, quanto a mulheres, é necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo.
A menção às mulheres pode indicar tanto as esposas dos diáconos
quanto possíveis diaconisas, como Febe (Rm 16.1). Claro que há argumento pró e contra cada um desses entendimentos. Qualquer que seja o caso, estas mulheres prestavam excelente serviço à Igreja e aos necessitados e deviam ter as mesmas
qualificações dos diáconos.
Quatro virtudes devem ornar suas vidas: serem respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo. Ou seja, essas mulheres deveriam ser cuidadosas com respeito à conduta, à língua, ao temperamento e ao testemunho.
3. A honra do diaconato (3.13)
Pois os que desempenharem bem o diaconato alcançam para si mesmos
justa preeminência e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus.
Paulo conclui afirmando que os diáconos que se esmeram no ministério de servir aos homens em nome de Deus, recebem de Deus a recompensa, justa preeminência e muita intrepidez. O bom diácono cresce em autoridade moral e coragem na fé. Sua dedicação é reconhecida por Deus e pela igreja. O serviço humilde e fiel fortalece a comunidade e glorifica a Cristo, mostrando que o verdadeiro ministério nasce da obediência e do amor prático.
III. IGREJA, COLUNA DA VERDADE (3.14-16)
Neste encerramento do capítulo 3, Paulo amplia a visão da liderança, colocando o foco na identidade e missão da igreja.
1. Esperança de ver Timóteo (3.14)
Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te em breve.
Paulo demonstra afeto pastoral ao afirmar que deseja visitar Timóteo em breve. Essa observação pessoal revela a dimensão relacional do ministério. O apóstolo não é apenas um instrutor distante, mas um pai espiritual que se preocupa com o bem-estar do seu cooperador. Essa esperança de encontro não anula a autoridade das instruções, mas reforça seu valor ao mostrar que são orientações aplicáveis à realidade da igreja.
Mesmo esperando estar com Timóteo, Paulo não adia os conselhos. Ele escreve para garantir que, mesmo em sua ausência, a igreja continue sendo fiel à verdade. Isso nos ensina que a liderança responsável antecipa instruções claras e fundamentadas, confiando que a maturidade espiritual da igreja depende do ensino consistente das Escrituras. Pastores e líderes que amam verdadeiramente suas ovelhas não adiam correções nem negligenciam doutrina, pois sabem que a verdade é a base da saúde espiritual.
2. Igreja, coluna da verdade (3.15)
Para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade.
A igreja local não é uma instituição qualquer, mas a “casa de Deus”,
habitada pelo Seu Espírito e regida por Sua Palavra. Paulo apresenta uma definição teológica profunda:
a igreja é “coluna e baluarte da verdade”. Isso significa que ela sustenta e defende a verdade revelada, especialmente o Evangelho de Cristo. A Igreja tem dupla responsabilidade em relação à verdade.
Primeiro, como baluarte, alicerce e fundamento, sua função é sustentar a verdade com firmeza, de tal forma que ela não caia por terra sob o peso de falsos ensinos. Segundo, como coluna, tem a função de mantê-la nas alturas, de modo que não fique escondida do mundo. Sustentar com firmeza a verdade é a defesa e a confirmação do Evangelho;
mantê-la bem alto é a proclamação do Evangelho. A Igreja é chamada para esses dois ministérios.
Há uma estreita conexão entre a Igreja e a verdade. A Igreja depende da verdade para sua existência, e a verdade deve ser proclamada pela Igreja. A missão da igreja é preservar a sã doutrina e transmiti-la com fidelidade à próxima geração. Quando a igreja se desvia da verdade, sua base enfraquece, e seu testemunho é comprometido.
3. A glória do Senhor da Igreja (3.16)
Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória.
Paulo encerra com uma das mais belas confissões cristológicas
do Novo Testamento. Ele chama de “mistério da piedade” o conteúdo
central da fé cristã: a revelação de Deus em Cristo. Cada expressão
desse versículo resume aspectos essenciais da obra redentora: a encarnação (“manifestado na carne”), a ressurreição (“justificado em espírito”), a aprovação celestial (“contemplado por anjos”), a evangelização mundial (“pregado entre os gentios”), a fé salvadora (“crido no mundo” e a glorificação (“recebido na glória”).
Todo o sistema da verdade cristã é uma revelação divina, e não uma
invenção humana. Por isso Cristo foi chamado aqui de o Ministro da piedade, porque só podemos conhecê-lo pelo fato de Ele ter se revelado;
e, mesmo assim, jamais poderemos conhecê-lo plenamente. O Redentor da Igreja é imensuravelmente grande, e essa grandeza foi manifestada neste hino da Igreja primitiva. Nem
todos os homens reconheceram Sua glória, pois Ele foi desprezado pelos homens. Contudo, Jesus foi plenamente vivificado pelo Espírito. O túmulo está vazio! Cristo ressuscitou! Ele vive! Aleluia! A igreja é guardiã dessa verdade. Sua missão não é
criar doutrina, mas conservar e proclamar fielmente o Evangelho. Uma igreja fiel a Cristo é aquela que vive, ensina e celebra a verdade do Evangelho com zelo e reverência.
APLICAÇÃO PESSOAL
Bons pastores e diáconos são dons de Deus à Igreja. Cabe a todos
honrá-los, apoiá-los e seguir com reverência a verdade que proclamam.
RESPONDA
1) Qual a diferença entre as palavras presbítero e pastor?
2) Quais as quatro virtudes das auxiliares dos diáconos?
3) Qual a missão da Igreja, segundo o nosso estudo?
Escola Bíblica Dominical do Arsenal Guiados pela Bíblia e pelo Espírito Santo