LIÇÃO 12: EZEQUIEL 40 a 46: A GLÓRIA DO SENHOR VOLTANDO PARA O TEMPLO
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Em Ezequiel 40 a 46 há 202 versos, Sugerimos começar a nula lendo, com os alunos, Ezequiel 43.1-12 (5 a 7 min.).
A revista funciona como guia de estudo e leitura complementar, mas não substitui a leitura da Bíblia.
Professor[a], esta aula trata da restauração da adoração e da presença de Deus. Inicie buscando compreender a importância da santidade divina, destacada na precisão das medidas do templo e na clara separação entre o santo e o profano. 0 clímax da visão é o retorno da glória de Deus. Use este momento para reconhecer o desejo de Deus de estar com seu povo, mostrando que a verdadeira restauração não é apenas de um prédio, mas da comunhão com Ele, Por fim, aplique os ensinamentos da lição à vida da igreja hoje, incentivando os alunos a aplicar os princípios de justiça, adoração e integridade, pois a adoração verdadeira a um Deus santo deve ser acompanhada por uma vida reta e justa em todas as áreas.
OBJETIVOS
• Compreendera importância da santidade divina.
• Reconhecer o desejo de Deus de estar com seu povo.
• Aplicar os princípios de justiça, adoração e integridade
PARA COMEÇAR A AULA
Professorfa}, pergunte aos alunos: “se vocês pudessem construir um lugar perfeito para adorar a Deus, como ele seria? 0 que seria mais importante nesse lugar?”. Após ouvir algumas ideias, explique que a lição de hoje é sobre o projeto de Deus para o Seu Templo. 0 glorioso Templo é uma imagem da redenção, do vínculo eterno e perfeito entre Deus e seus santos. A visão de Ezequiel não é sobre luxo, mas sobre os valores de Deus: santidade, ordem e, acima de tudo, a Sua presença gloriosa no meio do povo.
RESPOSTAS DAS ATIVIDADES DA LIÇÃO
1) F
2) V
3) V
LEITURA ADICIONAL
ESPERANÇA POR INTERMÉDIO DA GLÓRIA DIVINA (43.1-12)
A aparência da glória divina é um fenômeno impressionante no Antigo Testamento. Ela pode ser definida como a manifestação visível da santidade de Deus. O três vezes santo Senhor das hostes angelicais enche toda a torra com sua glória (Is 6,3). Às vezes, essa manifestação da sua santidade se revela por meio do seu podei- manifestado na natureza e na história, como em Isaías 2.10. Em outros momentos, ela é quase uma aparência tísica da Presença Divina. Como tal, é percebida na visão profética em Ezequiel 1.26-28; 8.1-2; 9.13; 10.4 e 11.23; 44.4. Nessa ocasião, Ezequiel diz que a aparência era semelhante à visão que eu tinha visto [3J em duas ocasiões antei iores. A presença visível de Deus também era observada, de tempo em tempo, por pessoas que não eram profetas. Em 43.1-12, essa glória de Deus, essa manifestação exterior da santidade de Deus, vem morar no templo visto por Ezequiel. Aqui essa glória pode ser “vista” (v. 2, NV1). O profeta vê que a glória vinha do caminho do oriente. Essa manifestação da presença de Deus entrou no templo pejo caminho da porta “que dava para o lado leste” (NVI). À gloria de Deus, tão perceptível não será misturada com nenhum tipo de profanação, porque a glória está intimamente ligada à santidade de Deus. Prostituição e idolatria são pecados morais, As prostituições contaminariam o seu nome santo. O mesmo ocorreria com os cadáveres dos seus reis, nos seus altos. Essa expressão pode significar os ídolos dos reis, visto que os reis, pelo que se sabe, não eram sepultados dentro do Templo. Existe uma indiferença tão grande no que se refere a Deus como o Santo que a sua glória não se misturará com pessoas comuns em suas vidas comuns, mesmo separadas do seu pecado. Deus diz que Israel contaminou o santo nome dele ao construir casas próximas demais do Templo. A acusação é: pondo o seu umbral ao pé do meu umbral e a sua ombreira junto à minha ombreira, e havendo uma parede entre mim e entre eles; e contaminaram o meu santo nome (8]. Isso se torna mais duro quando acrescentamos a palavra ‘apenas”, de acordo com a NVI: [há] apenas uma pare de fazendo separação entre mim e eles”. Mesmo na nossa dispensação, deveríamos manter uma verdadeira reverência para com Deus, que é elevado e santo; também não deve ríamos secularizar ou profanar ”lugares santos”, usando-os para atividades seculares.
Livro: “Comentário Bíblico Beacon: Volume 4: Isaías a Daniel (Ross E. Price, C, Paul Gray, J. Kenneth Grider, Roy E Swim. CFAD, 2012, p. 484).
ESTUDO 12: EZEQUIEL 40 a 46 – A GLÓRIA DO SENHOR VOLTANDO PARA O TEMPLO
Texto Áureo
“O Espirito me levantou e me levou só átrio interior; e eis que e glória do Senhor enchia o templo.” Ez 43.5
Leitura bíblica Com Todos Ezequiel 43.1-12:
Verdade Prática
Deus habita no Seu santo templo e no meio do Seu povo quando este vive em santidade e fidelidade, refletindo Sua glória.
INTRODUÇÃO
L O TEMPLO RESTAURADO 40.42
1. A precisão do projeto divino 40.3
2. Presença de Deus entre os homens 41.18
3. A separação entre o Santo e o Profano 42.14
IL A GLÓRIA VÜUAAD TEMPLO 43
1. A Glória enche o templo 43.5
2. 0 chamado à reverência 43.7
3. A centralidade do altar 43.18
III. A ADORAÇÃO RESTAURADA 45-46
1. Restauração da justiça social 45.8
2. Restauração do culto e festas 45.23
3. Restauração da liderança 46.2
APLICAÇÃO PESSOAL
Hinos da Harpa: 42 – 488
INTRODUÇÃO
O profeta Ezequiel, exilado na Babilônia, recebe uma visão minuciosa do Templo, símbolo da restauração do culto et o mais importante, o retomo da Glória de Deus, Cada detalhe mostra que nada em Sua obra é aleatório; tudo tem ordem, beleza e santidade.
I. O TEMPLO RESTAURADO (40-42)
Ezequiel é guiado por um ”homem” celestial em um tour detalhado pelas medidas, cômodos e pátios do novo templo
1. A precisão do projeto divino (40.3)
Ele me levou para lá, e eia um homem cuja aparência era como a do bronze; estava de pé na porta e tinha na mão um cordel de linho e uma cana de medir;
O profeta vê um homem com um caniço de medir que guia sua visão pelas estruturas do Templo. Cada medida, portão, e câmara é minuciosamente descrita, destacando a perfeição, ordem e simetria divinas, Isso aponta para a santidade perfeita de Deus e o seu desejo de habitar no meio da comunidade. Nada é descrito sem medida, revelando que a obra de Deus é planejada com perfeição. A precisão divina contrasta com a desordem e ü pecado que levaram à destruição do templo anterior.
Hoje vivemos em tempos de pressa e improviso. A visão de Ezequiel do Templo nos lembra que Deus valoriza ordem, santidade e disciplina, Assim como o Templo, a vida do cristão deve ser organizada segundo os padrões divinos, não segundo os desejos humanos, A revelação divina deve ser o modelo para nossas prioridades e escolhas.
2. Presença de Deus entre os homens (4138)
Querubins e palmeiras, de sorte que cada palmeira estava entre querubim e querubim, e cada querubim tinha dois rostos.
O capítulo descreve o santuário central, as paredes espessas, as câmaras e as decorações de querubins e palmeiras. Isso aponta para a santidade absoluta do lugar da habitação de Deus. Nenhum detalhe é banal; tudo aponta para Sua glória e majestade, 0 templo não era um fim em si mesmo, mas um meio para um fim maior: a habitação de Deus e a adoração a Ele. Isso simboliza o encontro de Deus santo (querubins) com os homens (palmeiras), pois “O justo florescerá como a palmeira” (SI 92 J 2).
O cristão é hoje o templo do Espírito Santo (1Co 6,19). Assim, a santidade deve ser evidente em nossos pensamentos, palavras e atitudes. Precisamos refletir a beleza e a glória de Deus no cotidiano. Nossa vida deve funcionar como este “lugar santo”; um espaço onde Deus habita e é adorado em espírito e em verdade. Cada aspecto de nossa existência (trabalho, família, lazer) deve ser uma “oferta” guardada cm santidade para glória d Ele,
3. A separação entre o Santo e o Profano (42.14)
Quando os sacerdotes entrarem não sairão do santuário pura o átrio exterior mas porão ali as vestiduras com que ministraram, porque elas são santas; usarão outras vesti d uras e assim se aproximarão do lugar destinado ao povo.
O anjo mostra a Ezequiel as câmaras dos sacerdotes. Sua função era armazenar ofertas e onde os sacerdotes se vesti riam com as vestes santas, que não poderíam ser usadas no espaço exterior Esta separação física é crucial. Ela ensina que a santidade não é um conceito vago, mas uma realidade prática que exige distinção. 0 muro exterior que circunda todo o complexo do templo (42.15-20) estabelece um limite claro, ‘”protegendo” a santidade de Deus da profanação do mundo.
No antigo Israel, a mistura de culto ao Senhor com práticas pagas (sincretismo) foi a principal causa do julgamento. À visão reforça a necessidade absoluta de separação para um relacionamento correto com Deus. O crente é chamado a ser santo, separado para Deus. Isso implica em viver uma vida distinta dos valores do mundo, não no isolamento tísico, mas na pureza moral, ética e doutrinária, sendo ‘muro” de proteção contra a influência profana.
IL A GLÓRIA VOLTA AO TEMPLO (43)
Após a visão do Templo, Ezequiel testemunha o retorno da glória divina. 0 Deus que havia se retirado (Ez 10) agora volta a habitar no meio de Seu povo, mostrando que o exílio não é o fim, (nas o caminho da restauração
1. A Glória enche o templo (43.5)
O Espírito me levantou e me levou ao átrio interior; e eis que a glória do Senhor enchia o templo.
Ezequiel vê a glória do Senhor vindo do oriente e enchendo o santuário com esplendor. É o mesmo Deus que antes havia partido, mas que agora retorna em fidelidade à Sua aliança. 0 profeta cai com o rosto em terra, reconhecendo a majestade irresistível do Altíssimo, Essa visão mostra que a restauração verdadeira não ê apenas estrutural, mas a volta da presença viva de Deus entre Seu povo.
Hoje, essa promessa se cumpre em Cristo, que é Emanuel, “Deus conosco”, Sua glória habita em nós pelo Espírito Santo. Mesmo em tempos de frieza espiritual, o Senhor pode restaurar vidas, famílias e igrejas com Sua presença gloriosa, A maior necessidade da igreja é a manifestação profunda da glória e presença de Deus. Devemos buscar, acima de tudo, que Sua presença encha nossas vidas e reuniões, gerando reverencia, admiração e transformação genuína.
2. O chamado à reverência (43.7)
Filho do homem, este é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio das filhos de Israel para sempre; os da casa de Israel não contaminarão mais o meu nome santoç nem eles nem os seus reis, com os suas prostituições e com o cadáver dos seus reis, nos seus monumentos.
Deus ordena que Israel não mais contamine Seu nome com idolatria e infidelidade. O Templo exige fidelidade e submissão à Sua vontade. Hoje, somos chamados a viver uma fé pratica e obediente. Não basta professar um Evangelho nominal, é necessário demonstrar em obras a fidelidade a Cristo.
Líderes e todos os crentes (o sacerdócio real, 1Pe 2.9) são chamados a uma vida de integridade e santidade pratica. Nosso serviço a Deus deve ser marcado pela fidelidade e pela distinção dara dos padrões mundanos. Mais do que culto ou grandes celebrações, Deus pede obediência. Por faltar obediência à Palavra, a igreja contemporânea é forte em celebração e fraca em santidade. Porque louvor não produz santidade, mas é a obediência à Palavra que produz: “Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti (SI 119,11) e “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade”1 (Jo 17.17),
3. A centralidade do altar (43 W)
E o Senhor me disse: Filho do homem, assim diz u Senhor Deus: São estas as determinações do altar, no dia em que o farão, para oferecerem sobre ele holocausto e para sobre ele aspergirem sangue.
Imediatamente após a entrada da Glória, a atenção se volta para o altar dos holocaustos. Deus prescreve um ritual de sete dias para sua purificação e consagração. O altar, lugar de sacrifício e expiação. é central porque a presença de um Deus santo só pode ser mantida entre um povo pecador através da propiciação pelo sangue, A purificação do altar permite que a adoração e a expiação aconteçam, sustentando o relacionamento entre Deus e o povo. É uma sombra poderosa do único sacrifício eficaz de Cristo.
O pecado interrompeu o relacionamento. Um altar restaurado simboliza que o acesso a Deus é sempre mediante expiação. A cruz de Cristo (nosso altar) deve ser central em nossa teologia e pregação. Não precisamos de altares de pedra ou madeira, pois a cruz do Calvário é suficiente, Sem a cruz não há Evangelho.
III. A ADORAÇÃO RESTAURADA (45-46)
Com a estrutura pronta e a Glória presente, a vida comunitária é reorganizada em torno da adoração, Estes capítulos detalham a distribuição de terra, as festas e as responsabilidades do líder
1. Restauração da justiça social (45.8)
Es tu terra será a sua possessão em Israel; os meus príncipes nunca mais oprimirão o meu povo; antes, distribuirão o terra ò casa de Israel segundo os suas tribos.
A primeira provisão para a terra restaurada é uma porção sagrada para o Senhor; terra para o santuário, para os sacerdotes e para os levitas. Em seguida, a terra deveria ser repartida com justiça, garantindo espaço para sacerdotes, príncipes e povo, O governo divino não tolera abusos ou opressão. Nossa vida em sociedade deve refletir justiça, honestidade e respeito.
Como discípulos de Cristo, devemos denunciar abusos e promover equidade, a partir do próprio exemplo. Significativamente, Deus ordena ao príncipe que acabe com a opressão; ‘ afastai a violência e a opressão e praticai juízo e justiça”, (45.9) . Ele deve usar balanças justas e medidas corretas, A adoração genuína não pode coexistir com a injustiça social, A sociedade renovada começa com a devolução da herança a Deus e a prática da equidade. Os profetas constantemente denunciavam a elite de Judá por roubar as terras e oprimir os pobres (Is 5.8; Mq 2,2). A fé deve impactar a esfera publica. A igreja é chamada a defender a justiça, a honestidade nos negócios e □ cuidar dos necessitados. Uma espiritualidade que ignora a equidade social é incompleta e hipócrita
2. Restauração do culto e festas (45.23)
Nos sete dias da festa, preparará eie um holocausto ao Senhor, sete novilhos e sete carneiros sem defeito, cada dta durante os sete dias; e um bode cada dia como oferta pela pecado.
Depois de tratar das questões de justiça social e vida reta, o culto é reinstitucionalizado com ofertas, holocaustos e festas [Páscoa, Festas dos Tabernáculos) prescritas desde sempre por Deus, A lição é clara; o maior louvor é o da vida, e sem vida o louvor é ofensa a Deus porque zomba de sua onisciência. As ofertas e festas apontam para a centralidade de Deus na vida do povo. O culto não pode ser formalidade, mas expressão de consagração e gratidão.
Hoje, nosso culto deve sei1 em espírito e em verdade. Adoramos não apenas em rituais, mas com a vida inteira, oferecendo-nos como sacrifício vivo (Rm 12.1).
3. Restauração da liderança (46.2)
O príncipe entrará de fora pela vestíbulo da porta e permanecerá junto da ombreira da porta; os sacerdotes prepararão o holocausto dele e os seus sacrifícios pacíficos, e ele adorará no limiar do porta e sairá; mas a porta não se fechará até à tarde.
Em Ezequiel 46, o profeta descreve as orientações de Deus para o príncipe de Israel, Ele deveria entrar pelo portão do templo em dias de culto, adorar junto com o povo e oferecer sacrifícios ao Senhor. O detalhe importante é que o príncipe não estava acima da adoração, mas participava dela, submetido às mesmas regras de reverência, Seu papel não era de privilégio, mas de responsabilidade espiritual.
Regras específicas são dadas para evitar abusos de poder pelo príncipe. Reis como Acabe, que roubaram a herança de cidadãos como Nabote (1Rs 21), são o antítipo deste príncipe ideal. A nova ordem previne a corrupção do poder. Esse chamado é atual. Líderes da igreja que não vivem o que pregam geram escândalo, esfriamento e até afastamento da fé em muitos. Líderes políticos que buscam apenas seus próprios interesses contaminam a sociedade com corrupção, desigualdade e injustiça. Quando a liderança falha, toda a comunidade è comprometida. Por isso, a verdadeira liderança crista é servidora: aponta para Deus, não para si mesma. O exemplo do príncipe em Ezequiel 46 nos lembra que ninguém está acima da adoração e da obediência, e que liderar é, antes de tudo, ser modelo de fidelidade. Hoje, a igreja e a sociedade carecem de líderes que vivam o Evangelho, não apenas que falem sobre ele.
APLICAÇÃO PESSOAL
Todos somos chamados a sermos fiéis em nosso coito, justos em nossas relações e obedientes em nossa caminhada. Assim, experimentamos a glória do Senhor habitando em nós.
RESPONDA
Marque V (verdadeiro) e F (falso) nas afirmações abaixe
1) A visão do Templo mostra improviso e desordem.
2) A glória de Deus que havia se retirado, retoma ao Templo restaurado.
3) 0 comentário ensina; que. segunda os padrões bíblicos, liderar è. antes de ludo. ser um medeio de fidelidade
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