ESTUDO 9 – DANIEL 9: AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Em Daniel 9.20-27 há 7 versos. Sugerimos começar a aula lendo, com os alunos; Daniel 920-27 (5 a 7 min).
A revisto funciona como guia de estudo e leitura complementar, mas não substitui a leitura da Bíblia.
Olá, professorfa)! A aula deve começar pela compreensão de que o tempo de juízo também chega ao fim, pois Jerusalém deveria ser restaurada para receber o messias. Ao tratar das 7O semanas, você deve se concentrar em explicar o cumprimento dos propósitos redentores de Deus até a vinda do seu ungido, que é Jesus. Este estudo é uma oportunidade para explicar que o plano de Deus para a redenção é mílímetricamente calculado, pois embora pareça estranho que a nova criação tenha se tornado possível através de uma morte, isso só mostra o plano perfeito do criador. Explique com cautela o que está profetizado para a última semana revelada a Daniel, a fim de que ninguém dê ouvidos a alarmismos sem fundamento.
OBJETIVOS
* Compreender a motivação e o conteúdo da oração de Daniel.
* Interpretar corretamente a profecia das setenta semanas,
* Aplicar os princípios espirituais da oração fundamentada na Palavra de Deus.
PARA COMEÇAR A AULA
mostre que Daniel estava focado nos 7O anos de exílio na Babilônia, mas Deus envia o anjo Gabriel para expandir essa visão: o evento mais importante não seria apenas a liber-tação política do povo e a saída da Babilônia, mas a libertação espiritual do pecado que ocorreria após 7O semanas de anos, através da vinda gloriosa do messias, D esperte-os para o fato de que 69 semanas já se cumpriram, o que nos convida a viver o presente, mas com os olhos voltados para a profecia
RESPOSTAS DAS ATIVIDADES DA UÇÀO
1J Lm lempo determinado por Deus para etfmgur o pecado e estabelecer o reino messiânico.
2) Nesse período determinado Jesus cumpriu o plano de saívaçâo
3) A grande tributação A wíõrta do rrressias sobre ornai.
Muitos entendem que essas “setenta semanas” correspondem a um período literal de 49O anos. Uma vez que sete c setenta sào números do completude na Bíblia, outros entendem que a figura que resulta quando são multiplicados é uma representação última de completude. Esse é, certamente, o caso em Mateus 18. Nessa passagem, Jesus está respondendo à pergunta de Pedro sobre quantas vezes deveria perdoar seu irmão. De-veria perdoá-lo sete vezes? Em resposta, Jesus lhe disse para perdoar seu irmão setenta vezes sete vezes (Mt 18.22). Ninguém interpreta esse número literalmente, como se Pedro fosse obrigado a perdoar seu irmão 49O vezes, mas não a 491a vez. Ao contrário, todos reconhecem que a questão que Jesus está levantando é que a perspectiva de Pedro sobre o perdão era muito pequena c precisava ser expandida. Então, aqui, também, a visão está desafiando a perspectiva de Daniel sobre a escala de tempo necessária para acabar com a transgressão e alcançar restauração. Não levaria meros setenta anos para se alcançar a transformação no coração e na vida do povo de Deus, mas setenta vezes sete para alcançar e completar a vitória final sobre o pecado e o mal. Contudo, essa má notícia não tinha a intenção de levar Daniel ao desespero. Mesmo que isso ocorresse depois de seu tempo, a promessa da nova aliança chegaria na devida estação e cumpriría tudo o que Deus houvesse designado (DUGU1D, 2019, p. 391-393).
Livro: Estudos bíblicos expositivos em Daniel (DUGUID, Iain M. São Paulo: Cultura Crista. 2019. p. 361. 3S3).
Texto Áureo
“Setenta semanas estão determinadas scbre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiara iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selara visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos
Estudada em / /
Leitura Bíblica Com Todos Daniel 9.20-27
Verdade Prática
O plano soberano de Deus em Cristo nos garante a redenção e a vitória do Seu Reino eterno.
INTRODUÇÃO
I. O PROPÓSITO DAS SETENTA SEMANAS 9.24
1, Fazer cessar a transgressão 9.24a
2 Expiar o pecado e trazer justiça 9.24b
3. Sear a vísão e ingro Santíssimo 9.24c
II. AS PRIMEIRAS SESSENTA E NOVE SEMANAS 925-26
1. A ordem para restaurar Jerusalém 9 25a
2 A checada do Ungido 9.25b
3 O Urgido será morto 9.26
III. A ÚLTIMA SEMANA PROFÉTICA 9.27
1, A aliança confirmada S27a
2 A quebra da aliança 9.27b
3. O juízo Final e a vitória de Deus 9.27c
APLICAÇÃO PESSOAL
Hinos da Harpa: 371 – 305
INTRODUÇÃO
O anjo Gabriel revelou a Daniel a grandiosa profecia das setenta semanas, Se tratava de um calendário divino que mostra o plano de Deus para a história até a vitória final do Seu Reino. Cada semana representa um período dentro desse plano, Essa profecia aponta para a obra de Cristo, sua morte redentora e para os eventos finais ligados à sua volta em glória.
Assim como o Apocalipse detalha que haverá um tempo de grande tribulação, a derrota do Anticristo e a manifestação do Reino eterno de Jesus. A mensagem central é que Deus governa a história, Cristo é o centro do Seu plano, e o futuro do povo de Deus já está garantido pela promessa da justiça eterna.
I. O PROPÓSITO DAS SETENTA SEMANAS (9.24)
O anjo Gabriel explicou a Daniel que as setenta semanas estavam determinadas sobre o povo de Israel e sobre Jerusalém. O versículo 24 apresenta seis objetivos que resumem o plano divina para a redenção e para a consumação da história. Eles apontam para a obra de Cristo em sua primeira vinda e para a vitória final no estabelecimento do Seu Reina eterno.
1. Fazer cessar a transgressão (9.24a)
Setenta semanas estão determinadas poro fazer cessar ÍT transgressão…
O plano de Deus visa colocar fim ã rebeldia humana contra Ele. Essa promessa se cumpre em Cristo, que venceu o pecado na cruz e oferece perdão ao arrependido. -Eis o Cordeiro úc Deus, que tira o pecado do mundo!” fjo 1.29). A transgressão que afastava o homem de Deus foi tratada definitivamente em Jesus.
2. Expiar o pecado e trazer justiça (9.24b)
… para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna…
O Messias viria para pagar o preço da culpa e abrir caminho para a reconciliação com Deus. Na cruz, jesus realizou a obra perfeita da expiaçtão, garantindo salvação e vida eterna. “Aquele que nâo conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça dc Deus.” (2 Co 5.21). Assim, em Cristo recebemos uma justiça que é eterna, não baseada em méritos humanos, mas na graça divina.
3. Selar a visão e ungir o Santíssimo (9.24c)
… para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos.
A profecia aponta para o cumprimento de todas as revelações divinas em Cristo, Ele é o centro das promessas e o cumprimento das Escrituras. Selar visão c profecia significa trazer sua plena realização. O Santo dos Santos, também chamado de Lugar Santíssimo, símbolo da presença de Deus, aponta para Cristo, que abriu o caminho até o Pai. O livro do Apocalipse confirma: “Pois o restem unho de Jesus é o espírito da profecia.” (Ap 19.10). Tudo converge para Ele, o Ungido que reina para sempre.
II. AS PRIMEIRAS SESSENTA E NOVE SEMANAS (9.25-26)
O anjo revelou a Daniel que, do momento em que fesse dada a ordem para restaurar Jerusalém até a vinda do Messias, haveria sessenta e nove semanas proféticas, Esse período mostra que Deus estabeleceu um tempo exato para a primeira vinda de Cristo. A profecia destaca a restauração do cidade, a manifestação do Ungida e o anúncio do seu sofrimento e morte.
1. A ordem para restaurar Jerusalém (9.25a)
Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém,…
O início das setenta semanas está ligado ao decreto real que autorizava a restauração de Jerusalém. O primeiro edito foi dado por Ciro, rei da Pérsia, em 538 a.C, cumprindo a profecia de 1 saias (Is 44.28; 45.1) c Jeremias (Jr 25.11-12; 29.10). Esse decreto permitiu o retorno do povo com Zorobabcl, quando cerca dc cinquenta mil judeus voltaram para a terra e lançaram o alicerce do templo (Ed 2.64-65; 3.8-11).
Mais tarde, o rei Dario confirmou a autorização para a continuidade da obra (Ed 6.6-12), c o rei Artaxerxes, em 445 a.C., concedeu permissão a Neemias para reconstruir os muros da cidade (Ne 2.1 -8). A restauração, portanto, aconteceu em etapas: o templo com Zorobabel, a vida espiritual com Esdras, e a cidade fortificada com Neemias.
Essa sequência mostra que Deus estava conduzindo cada detalhe. O Senhor havia prometido: “Jerusalém: Ela será habitada; e das cidades de jadá: Elas serão edificadas; c quanto às suas ruínas: Eu as levantarei.” (Is 44,26). Mesmo diante de impérios e reis poderosos, a Palavra do Senhor se cumpriu fiçlmentc. Assim como restaurou Jerusalém no tempo de Daniel, o mesmo Deus continua capaz dc restaurar vidas, famílias e sua Igreja nos dias de hoje.
2. A chegada do Ungido (9.25b)
até QO Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas;….
A profecia aponta de forma direta para vinda de Cristo como Salvador. Ele é o Ungido de Deus que veio em cumprimento às promessas feitas desde os patriarcas e profetas. As sessenta e nove semanas, equivalentes a 483 anos, conduzem precisamente até o tempo em que Jesus foi revelado publicamcnte como o Messias, no início de seu ministério. João registra a confissão dos primeiros discípulos: *’Achamos o Messias (que quer dizer Cristo)^..” (Jo 1.41). Na sinagoga de Nazaré, ao ler Isaías, o próprio Jesus declarou: ‘Hoje. se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir “(Lc4,21).
O cumprimento literal desse período mostra que Deus conduz a história com precisão absoluta. “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei.” (Gl 4.4-5). O Messias veio no tempo exatamente determinado pelo Pai. Isso fortalece nossa fé. Se Deus cumpriu com exatidão a vinda do Salvador, também cumprirá as promessas da sua volta em glória, Assim como Israel esperou pelo Ungido e viu a promessa se realizar, a Igreja hoje aguarda com esperança a manifestação de Cristo como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19.16).
3. O Ungido será morto (9.26)
Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará
A profecia anuncia com clareza que o Messias seria rejeitado e morto. Isso aponta para a crucificação de |esus, que não entregou sua vida por causa de sua própria culpa, mas como sacrifício pelos pecados da humanidade. “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus ” (1Pe 3.18).
Séculos antes, Isaías já havia descrito o sofrimento do Servo de Deus: *Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moldo pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” (Is 53.5). Jesus cumpriu essa palavra ao morrer na cruz: “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dara sua vida em resgatepor muitos.” (Mc 1O.45).
O mesmo Jesus que foi rejeitado como Cordeiro é também o Leão que venceu (Ap 5.5-6). Para a Igreja, essa profecia é um lembrete de que a nossa fé está firmada na obra consumada de Cristo, que venceu o pecado e a morte para nos dar vida eterna.
III. A ÚLTIMA SEMANA PROFÉTICA (9.27)
Depois das sessenta e nove semanas, ainda resta a última, a septuagésima semana. Esse período corresponde a sete anos, dividido em duas metades de três anos e meio cada. É o tempo que a Bíblia chama de Grande Tribulaçào, marcado pela manifestação do Anticristo, pela perseguição ao povo de Deus e pela intervenção final de Cristo. Essa semana ainda não se cumpriu na história, apontando para os eventos futuros que culminarão na volta gloriosa do Senhor, e depois do arrebatamento da Igreja.
1. A aliança confirmada (9.27a)
Blefará firme aliança com muitos, por uma semana:…
A profecia anuncia que um governante mundial, depois que a Igreja for tirada da terra, surgirá com grande influência, firmando uma aliança de paz com Israel Esse líder é identificado como o Anticristo, descrito por João como a “besta que emerge do mar“ (Ap 13.1-8) e por Paulo como o “homem da iniquidade” (2Ts 2.3-4). Durante esse período, Israel acreditará estar em segurança, mas será enganado. Esse falso acordo demonstra que o mundo sem Cristo busca soluções políticas para problemas espirituais. Jesus advertiu: “Fu vim em nome de meu Pai, e vocês não me recebem; se outro vier em seu próprio nome, certamente o receberão(Jo 5.43). O Anticristo será recebido como líder, mas sua aliança trará engano o dor.
2. A quebra da aliança (9.27b)
Na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares;….
No meio da semana, após três anos e meio, o Anticristo mostrará sua verdadeira face, quebrando a aliança e profanando o templo. Esse ato é chamado de ‘abomi- nação da desolação”, mencionado por Jesus om Mateus 24.15. Nesse tempo, ele exigirá adoração e perseguirá os que permanecerem fiéis a Deus.
No livro de Apocalipse, esse período é descrito como o momento em que a besta exercerá autoridade por quarenta e dois meses (Ap 13.5-7). Será o auge da Grande Tribulaçào, quando a pressão espiritual, política e social será extrema. Mas a fidelidade dos santos brilhará ainda mais. A vitória virá “pelo sangue do Cordeira e pela palavra do tes-temunho que deram” (Ap 12.11).
3. O juízo final c a vitória de Deus (9.27c)
Sobre a asa das abominações virá a assnladnr, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.
Embora o Anticristo pareça dominar por um tempo, seu fim já está selado. O texto de Daniel garante que a destruição está determinada pelo próprio Deus: “o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda.” (2Ts 2.8).
A besta d o falso profeta serão derrotados e lançados vivos no lago de fogo (Ap 19.20).
Esse será o início do Reino glo- rioso de Cristo, que reinará sobre toda a terra. Daniel já havia visto essa vitória quando disse: “o seu
domínio é domínio eterno, que nào passará, e o seu reino jamais será destruído.” (7,14). Para a Igreja, essa promessa é motivo de esperança: por mais que o mal pareça triunfar, a vitória final pertence ao Senhor.
APLICAÇÃO PESSOAL
Confie no tempo perfeito de Deus, mesmo quando parecer demorado aos seus olhos. Ele nunca se atrasa em seus propósitos e nem decepciona os que Neíe confiam.
Escola Bíblica Dominical do Arsenal Guiados pela Bíblia e pelo Espírito Santo